Quebrando o Gelo

sábado, outubro 14, 2006

...Radical? Claro...

Correnteza a baixo

Depois de séculos sem notícias, deixa eu fazer um resumo dos acontecimentos mais importantes dos últimos tempos por aqui.


Dando continuidade aos esportes radicais no Canadá, desci a correnteza de 2 rios glaciais canadenses. Num total de 20km de percurso, pouco mais de 2h de travessia e isso tudo após uns 5 minutos de instruções - super - básica.
Fazer white water rafting já é uma aventura, correndo o risco de cair no rio com pouco mais de 5 graus de temperatura, não tem preço. (Ah claro, precisei assinar um contrato afirmando que sabia do risco de morrer no esporte, bla bla bla... o de sempre... hehehehe).
Só pra constar, ao contrário do que parece, o barco é bastante estável e resistente. Paramos em cima de pedras inúmeras vezes e tivemos que - pasmem - pular no bote pra ele "escorregar" da pedra e, com isso, seguir descendo a correnteza.
Foi uma experiencia muito show. Acredito que devo fazer de novo, mas de preferencia nos trópicos! =P

Sabe o que é sensacional quando você está longe dos trópicos, perceber a diferença entre as estações, as árvores, por exemplo, que estavam completamente verdes quando cheguei, se tornaram amarelas, avermelhadas e, enfim, perderam todas suas folhas. O sol que em junho se punha as 10 da noite, agora se põe pouco antes das 5 da tarde. Os dias limpos e ensolarados foram substituidos por chuvas, forte vento e temperaturas proximas a 0 grau. Logo, logo, é a neve que eu vou ver. Se preparem pra milhares de fotos... heheheh...

Por falar em experiências novas, tive pela primeira vez um halloween de verdade. Pense em pessoas enfeitando casas, comprando fantasias, por vezes, gastando horas ou bastante dinheiro pra confecciona-las... bem... isso é o halloween.
Particularmente, achei uma festa fora de série. O clima da festa, a descontração das pessoas e a diversão em decorar a casa, enfeitar as abóboras, escolher a fantasia...
O curioso sobre essa festa foi que eu tinha uma faca num lado do rosto e uma estrela da morte no outro e - é claro - muuuuuito sangue... bem... ao final da festa, todos os que estavam aqui em casa, tinham sangue no rosto... hehehehee...

Falando de assunto sério, semana passada, teve eleição do novo presidente da aiesec aqui de victoria. A eleita - vale resaltar que eu voltei nela - é a Jess. Ela é uma canadense fora de série que esteve no Brasil por alguns meses trabalhando na aiesec dai e que trouxe pra mim dentre outras coisas goibada e farinha do Brasil!! uhuuuuuu...
Foi com esse presentinho que mostrei pra eles o que é feijão tropeiro, farofa de manteiga e pizza romeu e julieta. =)

No saldo geral, está tudo bem por aqui. Admito ter tido uma certa dificuldade em me adaptar a sair de casa em dias frio - só dava vontade de ver filme e tocar chocolate quente -, mas agora ja saio mesmo quando a temperatura relativa tá 0 graus.
Comprei meu primeiro cachecol e vários suteres. A proxima fase é os gorros e as luvas. Então mandarei fotos com minha 3, 4 camadas de roupa... =D

Sopa de Letras

Me diz, você tem experiência?? (Muito bom!!! vale a pena ler!!)

Em um processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?". A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.

Redação vencedora

Já fiz cócegas na minha irmã só para ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete, e melequei o rosto, conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore para roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente, os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo assim um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário interroga, me aperta contra a parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência, será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se todo momento se renova?"